ENVOLVIMENTO DO CIDADÃO EM SUA PRÓPRIA SEGURANÇA

itens de segurança

POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO – em consonância com a OMS, que criou o “Paciente pela Segurança do Paciente”; um programa que estabelece que haverá melhora na segurança se os pacientes forem colocados no centro dos cuidados e incluídos como parceiros.

CORRESPONSABILIDADE e VÍNCULOS SOLIDÁRIOS, utilizados na Política Nacional de Humanização, são termos que correspondem ao termo PARCERIA, utilizado no Programa Paciente pela Segurança do Paciente, e remetem a uma perspectiva de envolvimento do paciente e seus familiares no cuidado.

Raros são os estabelecimentos de saúde que preparam seus profissionais para informas ao paciente e seus familiares que um erro foi cometido.

Mesmo práticas regulamentadas pelo governo e recomendadas por conselhos profissionais e órgãos de classe são vistas pelos profissionais de saúde como “burocracia” (ex.: Termo de Consentimento Informado, obrigatoriedade de se registrar tudo no prontuário, etc).

A implicação e o comprometimento do paciente e seus familiares no processo de atenção, na prática corriqueira em poucos hospitais brasileiros se configura uma importante estratégia para envolver mais os pacientes no seu cuidado. Este item deve ser um dos elementos do plano (local) de segurança do paciente dos estabelecimentos de saúde que almejam adquirir ou manter um padrão de acreditação (PNG, ONAMCBA, QUALISA).

Outra estratégia interessante é a utilização da mídia para informar aos cidadãos que eles podem e devem, por exemplo, perguntar se o medicamento a ser administrado está correto ou solicitar aos profissionais de saúde que lavem as mãos.

A Portaria destacou a necessidade de se incluir o tema Segurança do Paciente no ensino técnico e de graduação, na pós-graduação na área da saúde e na educação permanente dos seus profissionais.

INCLUSÃO DO TEMA NA EDUCAÇÃO PERMANENTE:

A saúde incorpora novas tecnologias de uma forma muito rápida. Essa inovação também ocorre na sua gestão.

As tecnologias oriundas da segurança do paciente não são direcionadas apenas aos gestores, mas sim também aos chefes de serviços e membros das comissões de qualidade.

INCLUSÃO DO TEMA NA PÓS-GRADUAÇÃO:

O catálogo “Patient Safety Education and Training” da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) relaciona 333 programas de capacitação em segurança do paciente.

O número de cursos de pós-graduação relacionados ao tema ainda é incipiente no Brasil.

INCLUSÃO DO TEMA NA GRADUAÇÃO:

A OMS lançou em 2011 o guia para a organização do currículo de segurança do paciente multiprofissional, para auxiliar as escolas de Odontologia, Medicina, Enfermagem e Farmácia. O guia foi baseado no Canadian Patient Safety Institute (CPSI).

O CPSI define seis domínios para as competências:

1-      Contribuir para uma cultura de segurança do paciente

2-      Trabalhar em equipe para a segurança do paciente

3-      Comunicar-se eficazmente para a segurança do paciente

4-      Gerenciar os riscos de segurança

5-      Otimizar fatores humanos e o meio ambiente

6-      Reconhecer, responder e divulgar EAs.

INCREMENTO DE PESQUISA EM SEGURANÇA DO PACIENTE:

A OMS concentra o foco da investigação em segurança do paciente em cinco componentes:

1-      Medir o dano

2-      Compreender as causas

3-      Identificar as soluções

4-      Avaliar o impacto

5-      Transpor a evidência em ciodados mais seguros

A maior parte dos estudos intervencionistas tem se concentrado em medir danos e identificar as causas.

Os estudos sobre EAs têm se concentrado em hospitais, tendo sido poucos realizados na atenção primária e domiciliar.

No Brasil, entre os estudos publicados, alguns avaliaram causas específicas de eventos adversos, como os relacionados ao uso de medicamentos, e adaptaram para a realidade brasileira os rastreadores propostos pelo Institute of Health Care Improvement (IHI)

As pesquisas não oferecem um resultado a curto prazo, mas a médio e longo prazos reforçam ou corrigem rumos das políticas de segurança.

Existem várias perguntas relacionadas à segurança do paciente: Qual a frequência de infecções relacionadas à assistência à saúde? A infecção urinária é a mais frequente no Brasil? Qual a frequência nacional de incidentes durante o procedimento cirúrgico? Qual a causa mais frequente de EAs na atenção primária? Qual é a frequência de EAs no País a qual a proporção de EAs evitáveis?

O Programa de Segurança do Paciente, em conjunto com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do MS, deve estabelecer prioridades para as pesquisas de modo a ampliar a produção e a difusão de conhecimento nessa área.

 

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