GERENCIAMENTO DE RISCOS E SEGURANÇA DO PACIENTE

 

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SEGURANÇA DO PACIENTE: Redução, a mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado à atenção à saúde.
INCIDENTE: Evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário à saúde.
EVENTO ADVERSO: Incidente que resulta em dano à saúde.
GESTÃO DE RISCOS: Aplicação sistêmica e contínua de políticas, procedimentos, condutas e recursos na identificação, análise, avaliação, comunicação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a saúde humana, a integridade profissiona, o meio ambiente e a imagem institucional.
CULTURA DA SEGURANÇA: Conjunto de valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o comprometimento com a gestão da saúde e da segurança, substituindo a culpa e a punição pela oportunidade de aprender com as falhas e melhorar a atenção à saúde.
DANO: Comprometimento de uma estrutura ou função do corpo e/ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo doenças, lesões, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção física, social ou psicológica.
NÚCLEO DE SEGURANÇA DO PACIENTE (NSP): Instância do serviço de saúde criada para promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente.

PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA DO PACIENTE
Indicadores para avaliação da prescrição, do usdo e da administração de medicamentos.
O protocolo de segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos é uma estratégia de implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) que contribui para a promoção da segurança no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde ao promover boas práticas em todo o processo de utilização de medicamentos.
Para o seu monitoramento, o PNSP propõe um conjunto de 3 indicadores, cuja aplicação permite produzir informações que viabilizam análises críticas e o aperfeiçoamento dos processos de prescrição, dispensação e administração de medicamentos, possibilitando melhores condições para as tomadas de decisões por parte dos gestores e profissionais de saúde.

Os indicadores de desempenho no setor da saúde têm sido amplamente utilizados para:
1- diagnosticar a situação real de um processo,
2- verificar a evolução dos programas e ações de saúde,
3- criar parâmetros para o monitoramento do meio ambiente, da estrutura, dos processos e dos resultados.
4- evidenciar resultados alcançados pela gestão,
5- acompanhar e avaliar o cumprimento de metas,
6- possibilitar análise de tendências e a comparação com referenciais internos e externos,
7- desencadear ações de melhoria nos processos de interface entre áreas, frente às deficiências identificadas,
8- monitorar o gerenciamento de riscos e a melhoria da qualidade da assistência prestada, e
9- subsidiar a tomada de decisões

CLASSIFICAÇÃO DOS INDICADORES
Os indicadores podem ser classificados quanto à sua abordagem em qualitativos e quantitativos.
Os indicadores quantitativos se expressam numericamente, podendo ser produzidos por meio de números absolutos ou relativos (razão ou proporção matemática).
Os indicadores quantitativos absolutos são os mais simples e, ainda que importantes para decisões administrativas, não captam os eventos mensurados em suas relações intrínsecas e complexas, com dimensões populacionais em que ocorrem, sendo por isso inadequados para avaliações comparativas. Essa limitação fez com que o emprego de indicadores quantitativos relativos fosse mais mais adequado à maioria das situações.

Os indicadores quantitativos relativos se expressam por uma relação matemática calculada a partir de uma proporção (quando o numerador é parte do denominador, ou seja, é um subconjunto do denominador) ou de uma razão (quando o numerador e denominador representam eventos em populações distintas).
No caso das proporções, eles podem ser expressos em porcentagem (10²) ou outras potências (10 elevado à enésima potência).
No Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos, foram propostos três indicadores quantitativos relativos baseados em proporções simples, expressos por um número relativo.

FICHA TÉCNICA DO INDICADOR
Para melhor atender à necessidade de implantação da PNSP e avançar no moritoramento e análise crítica do desenpenho dos processos, recomenda-se o uso do instrumento “Ficha Técnica do Indicador”, o que está preconizado no Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Merdicamentos.
A ficha sistematiza o cálculo dos indicadores em estabelecimentos de saúde, permitindo a obtenção de resultados confiáveis e comparáveis.
É um instrumento fundamental para a produção de avaliações reprodutíveis e consistentes, seja pelo uso dos indicadores ao longo do tempo, em locais distintos e por diferentes observadores.
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TÉCNICA
Direciona como construir o indicador de forma padronizada, para obtenção de resultados confiáveis a serem utilizados como medidas comparativas internas e externas
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NOME | Apresenta o nome do indicador por extenso.
OBJETIVO | Descreve a finalidade do uso do indicador, identificando a atividade a ser monitorada
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FÓRMULA | Apresenta a fração para cálculo do indicador, composta de numerador e denominador, e a potência de base dez (10°) que multiplicada que, multiplicada pelo resultado da fração, facilita a
leitura do resultado.
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EXPLICAÇÃO DA FÓRMULA | Descreve o numerador e o denominador da fórmula
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PERIODICIDADE MÍNIMA | Define com que frequência o indicador o indicador deve ser consolidado, em termos ideais mínimos
DE VERIFICAÇÃO |
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FONTA DE INFORMAÇÃO | Apresenta as fontes de onde as informações podem ser coletadas para a obtenção do indicador
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COLETA DE DADOS | Descreve como os dados devem ser coletados e tratados para a obtenção do indicador
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INTERPRETAÇÃO DO | Explica como ler o resultado obtido pela fórmula
RESULTADO |
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RESPONSÁVEL | Define o responsável pela obtenção, interpretação e monitoramento do indicador.
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INDICADORES PARA MONITORAMENTO DO PROCESSO DE USO DE MEDICAMENTOS

A adoção de novas práticas exige ferramentas adequadas de acompanhamento e de aferição. Portanto, medições baseadas em indicadores padronizados permitem que se tenha maior exatidão do resultado das atividades realizadas.
Assim, os indicadores passam a ser importantes sinalizadores da evolução das atividades nos serviços de saúde.
Como todos os indicadores utilizados em saúde, eles apresentam vantagens e dificuldades no uso, entre as quais se ressaltam:

VANTAGENS
– Permitem o monitoramento dos processos
– Auxiliam na promoção de um ambiente de melhoria contínua
– Dão suporte à tomada de decisões baseadas em evidências
– Permitem obter informações comparativas
– Estimulam o trabalho em equipe

DIFICULDADES
– Falta de sistema de informação
– Procedimentos de trabalhos não bem definidos.
– Conflito no relacionamento entre as áreas responsáveis pelos dados
– Falta de capacitação ou insuficiência de recursos humanos

A implantação do conjunto de indicadores proposto no PSPUAMed. do PNSP permite monitorar os resultados e planejar a melhoria contínua dos serviços prestados aos pacientes nos estabelecimentos de saúde e é uma ferramente para promoção da prevenção dos erros de medicação.

Os 3 indicadores gerais propostos pelo protocolo:
§ TAXA DE ERRO NA PRESCRIÇÃO
§ TAXA DE ERRO NA DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS
§ TAXA DE ERRO NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Vale ressaltar que estes três indicadores são propostos como um mínimo necessário para o monitoramento do trabalho desenvolvido na Instituição, o que não impede que outros possam ser utilizados de acordo com os interesses da Instituição.

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